Governo tenta sobreviver em ambiente confuso e conflituoso, impondo um duro golpe à economia nacional;

A cada dia a conjuntura nacional se torna, ao mesmo tempo, mais confusa e conflituosa e nítida quanto ao embate entre modelos de sociedade e as saídas para as crises conjunturas de caráter político, econômico, ambiental e social.

No governo Temer, predomina a defesa de uma inserção internacional lastreada na precarização das relações sociais associada à desindustrialização da economia – centrada na geração de produtos e serviços de baixa complexidade e pífia geração de empregos de qualidade.

Aplicam-se políticas fiscais e monetárias restritivas que apenas garantem o ganho do setor financeiro e aprofundam a dependência tecnológica nacional.

Como reação, o setor sindical mais combativo busca sair da armadilha da desmobilização, associada ao desemprego e luta para não ver surgir a perda de direitos e sua substituição por serviços públicos mercantilizados para uma força de trabalho precarizada e enfraquecida. Já os partidos populares buscam saídas realistas, mas apontam caminhos de duvidosa possibilidade concreta, diante de uma correlação de forças desfavorável no atual cenário político nacional e internacional.

Os canais de formação da ideologia dominante – educação, mídia conservadora e igrejas – produzem um discurso baseado na pós-verdade (crenças e informações parciais da realidade), que, infelizmente, tem ressonância. Vivemos tempos de distração generalizada, através do futebol globalizado, que agora é diário nas redes de TVs fechadas e nas novelas dramáticas que permitem a fuga da população, diante de um cotidiano de carências materiais e culturais e violência latente. Tempos estranhos estes, sem dúvida.

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