Ex-subsecretário de Transportes é suspeito de cobrar propina de empresas que atuaram na linha 4 do metrô

Da agência Folha 

A Polícia Federal e o Ministério Público Federal do Rio cumprem, na manhã desta terça (14/03), mandados de prisão e busca e apreensão em mais um desdobramento da Lava Jato no Estado.

Batizada de Tolypeutes (uma referência ao “tatuzão”, equipamento que escava os túneis do metrô), esta etapa da força-tarefa apura desvios na construção da Linha 4 do metrô do Rio.

Foram presos Heitor Lopes de Sousa Júnior, diretor da Companhia de Transportes sobre Trilhos do Estado do Rio de Janeiro (RioTrilhos), e Luiz Carlos Velloso, subsecretário de Transportes do Estado no governo de Sérgio Cabral.

ESCÂNDALO NO METRÔ O ex-subsecretário de Transportes Carlos Velloso é acusado de cobrar propina de empresas de infraestrutura 

Segundo a Polícia Federal, os suspeitos procuravam empreiteiras interessadas em obras de infraestrutura no Estado para cobrar vantagens para garantir a contratação dos serviços.

A propina era paga por meio de aditivos nesses contratos, que aumentavam o valor dos projetos ao alterar especificações técnicas das obras.

Sousa Júnior e Velloso serão indiciados sob suspeita de corrupção e lavagem de dinheiro. Além dos pedidos de prisão preventiva, foram cumpridos três mandados de busca e apreensão e outros três de condução coercitiva, na capital e no município de Sapucaia. Os pedidos vieram da 7ª Vara Criminal Federal, onde atua o juiz Marcelo Bretas.

Deflagrada em 2016, a Operação Calicute foi a primeira ligada à Lava Jato no Rio e prendeu preventivamente de Sérgio Cabral (PMDB), ex-governador do Rio. Em janeiro, uma nova fase — a Eficiência — deteve o empresário Eike Batista.

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