Afastamento de cinco parlamentares e prisão domiciliar abre nova temporada de judicialização na política local

Da redação

O Juiz da 100ª Zona Eleitoral de Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense, Ralph Manhães, acolheu pedido do Ministério Público Eleitoral e abriu uma nova ação penal contra os vereadores que são réus na Operação Chequinho.

Foi com base nesta nova ação que o magistrado, por medida cautelar, determinou o afastamento dos vereadores Roberto Pinto (PTC), Vinicius Madureira (PRP), Cecília Ribeiro Gomes (PT do B), Jorge Magal (PST) e Thiago Ferrugem (PR) das atividades parlamentares nesta segunda-feira (17/04).

Para Thiago Ferrugem, que foi secretário na gestão Rosinha Garotinho, o juiz decretou prisão domiciliar até a chegada de tornozeleira eletrônica. A empresa que fornece esse material para o Estado está sob investigação por suspeita de superfaturamento em licitação. Os fornecedores teriam causado prejuízo de R$ 12 milhões ao Estado.

PRISÃO CAUTELAR

A sanção contra os vereadores de Campos vai perdurar até o fim da instrução processual, ou seja, quando o magistrado ouvir todas as testemunhas.

São mais de 30 testemunhas, muitas delas, já ouvidas no âmbito da Operação Chequinho. O juiz entendeu que os que os réus no exercício do mandato ou em liberdade, no caso de Ferrugem, poderiam atrapalhar a produção de provas. Todas as punições são em caráter liminar.

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