Como ensinar desde cedo o hábito da poupança |

Educação financeira infantil é um tema que tem atraídos muitos olhares, principalmente dos pais. Outubro é mês das crianças, é a pedido de leitores, abordarei sobre a importância de educar os filhos sobre o valor do dinheiro.

Educação de qualquer matéria já não é fácil, financeira então. É preciso ter paciência, persistência e sempre que possível abordar os conceitos relacionamos aos assuntos, porque definitivamente educação financeira não se aprende com leitura, mas sim com prática.

Veja algumas dicas de como ensinar educação financeira aos pequenos:

A primeira coisa que elas precisam saber é que dinheiro não nasce espontaneamente na carteira e que cartão de crédito não é um cartão mágico. Eles precisam saber o que é dinheiro, de forma real e palpável.

Saber diferenciar “eu quero” do “eu preciso”. Estabelecer limites é uma das tarefas mais difíceis do processo de educação. Só reconhece e valoriza um “sim” quem já recebeu um “não”.

Quem nunca viu uma criança chorando em uma loja? Esse tipo de situação é um sinal de alerta que algo não vai bem. Um alarme que soa e faz com que os pais despertem para a educação financeira dos filhos.

Pais que não sabem dizer “não” aos filhos, nunca vão, de fato, educá-los. Educação vem de casa, e quando isso não ocorre só resta uma alternativa – a educação ríspida e severa imposta pela sociedade.

E como o exemplo vem de casa, o ditado “Faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço” não vale. Você precisa dar o exemplo, saber utilizar conscientemente o seu dinheiro, só assim terá autoridade para ensinar.

Não existe idade ideal para começar, é a própria criança que diz quando chegou à hora. Quando ele sabe que os pais têm dinheiro e pede para comprar algo, esse é o momento.

Educação financeira é muito mais que educar crianças, é ensinar futuros consumidores a usar conscientemente e corretamente o seu dinheiro.

Educação financeira na prática

Para ensinar as crianças, escolha um potinho/cofrinho, aproveite o momento e enfeite o cofrinho com a criança. Coloque um nome que estimule, por exemplo: Potinho da felicidade, Cofrinho da Alegria, etc. Use a imaginação. O importante é a representação que esse potinho terá para o seu filho.

Mostre que, quanto mais moedas forem colocadas, mais pesado ele fica. Mais perto do objetivo ele estará. Faça metas de curto e médio prazo. Inicie com a compra de algo rápido e fácil, para ele ver que vale a pena guardar dinheiro. Pode ser a compra de um Gibi, de um sorvete, um carrinho, o que a criança desejar, desde que seja uma aquisição rápida.

Após, estipule metas mais longas, como a aquisição de uma bicicleta, um jogo de vídeo game, uma boneca, etc.

O importante é cumprir com o combinado quando o valor estipulado for alcançado. Logo ele terá prazer em poupar, mas também saberá usufruir dos benefícios de quem poupa.

À medida que a criança for crescendo, vá introduzindo os conceitos e demonstrando como é na prática.

Se possível plante uma árvore, e no decorrer do crescimento da árvore introduza o conceito de juros. Mostre como o tempo é um divisor de águas, quando o assunto é crescimento: seja da árvore ou dos juros.

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