Proposta de redução dos programas sociais no momento de alto desemprego e desigualdade chega a ser assustadora;

Em seu livro “O futuro Chegou”, o sociólogo Domenico De Masi afirma que pouquíssimas vezes na história humana o trabalho, a riqueza, o poder, o saber, as oportunidades e a proteção social mudaram simultaneamente. Trazendo essa realidade para a nona economia mundial, mas ainda uma sociedade com alto grau de desigualdade, o que se observa no tempo presente é uma intensa regressão dos direitos, substituídos por serviços mercantilizados providos pelo setor privado, a preços caros e destinados apenas para quem possui renda alta.

No Brasil, a superexploração da força de trabalho se impõe pela precarização do mercado de trabalho, pela rotatividade no emprego, excessiva oferta de mão de obra, tanto qualificada quanto não qualificada e pelo baixo nível de escolarização da juventude.

No norte fluminense, especificamente, em plena Páscoa, ouço a afirmação de que os programas sociais devem ser contidos, diante da inegável restrição orçamentária da cidade. Entretanto, considerando-se o alto grau de desigualdade de renda e acesso aos ativos na capital do açúcar e petróleo, que acumula 30 mil desempregados, isso simplesmente revela-se assustador e deve ser inteligentemente combatido.

Resta a reação da sociedade. O ser humano, por hábito, ignorância e até fraqueza moral se submete a relações de obediência, pão e circo, enganação e superstições. De modo tal, que assim se escraviza, renuncia a liberdade e aceita o jugo e consente o sofrimento.

Mas até quando…

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