Por unanimidade ministros também suspenderam censura prévia ao ex-governador Anthony Garotinho;

Da redação

Por unanimidade nesta sexta-feira (16/05), o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) concedeu habeas corpus ao ex-governador do Rio de Janeiro Anthony Garotinho suspendendo as medidas cautelares que o proibiram de se manifestar em seu blog ou falar na imprensa sobre o processo em que é acusado, afastando qualquer restrição nesse sentido.

Os autores do habeas corpus afirmaram que o juiz da 100ª Zona Eleitoral de Campos dos Goytacazes, Ralph Manhães, teria imposto essas proibições ao ex-governador. Os ministros determinaram ainda que vereadores eleitos e correligionários de Garotinho, que também sofreram restrições pelo juiz, possam cumprir seus mandatos.

“O Tribunal Superior Eleitoral profere uma das mais importantes decisões sobre liberdade de imprensa e de expressão da história do país, e acaba por demonstrar que todos às vezes que foi chamada a decidir sobre atos no processo contra todo o grupo político de Garotinho, reconheceu ilegalidades. Manteve o juiz e vamos recorrer quanto a esta parte. Mas o TSE afirma a democracia ao garantir a liberdade”, comentou o advogado Fernando Augusto Fernandes.

Os ministros, no entanto, negaram um outro recurso em habeas Corpus a Garotinho que questionava a competência do mesmo juiz da 100ª zona eleitoral, que apura o suposto de renda mínima Cheque Cidadão.

VÍDEO Sessão do TSE 

Ao conceder o habeas corpus contra qualquer censura prévia a Garotinho, o relator do habeas corpus, ministro Tarcisio Vieira de Carvalho Neto, afirmou que a liberdade de expressão é matéria constitucional, que proíbe inclusive censura prévia. Já o ministro Alexandre de Moraes, que participou da sessão pela primeira vez na condição de ministro substituto, destacou, ao votar com o relator, que nenhum juiz pode fazer uso de prática inibitória ou censória quanto a expressão de pensamento.

Em 24 de novembro de 2016, o TSE concedeu habeas corpus a Anthony Garotinho para substituir a prisão preventiva decretada por medidas cautelares. Na ocasião, os ministros disseram que a prisão preventiva de Garotinho, determinada pelo juiz da 100ª Zona Eleitoral, não se sustentava legalmente.

Entre as medidas cautelares definidas para a prisão domiciliar de Garotinho, o Plenário do TSE decidiu que o ex-governador não poderia manter contato com testemunhas listadas até o fim da instrução processual. O Tribunal estabeleceu, na época, a fiança em cem salários mínimos. Além disso, Garotinho teria que comparecer a todos os atos do processo sempre que intimado, não poderia mudar de endereço e não deveria se afastar de sua residência por mais de três dias sem prévia comunicação ao juízo. Se qualquer dessas medidas fosse descumprida, sem a devida justificativa, seria restabelecida a ordem de prisão.

Comentários

comentários