Setor enfrenta onda de “destruição criativa”; na produção de notícias as ordens agora emanam dos usuários de tecnologia mobile;

Uma das principais revistas semanais do país traz uma entrevista de um CEO de empresa de telefonia, onde o executivo afirma que as novas tendências da comunicação digital em rede vão dominar o mundo dos negócios doravante. Neste contexto, a tormenta da internet e das redes sociais veio para ficar. Não tem mais volta. Na linguagem popular: “a pasta saiu do tubo, o leite derramou e a chapa esquentou de vez”. Ou seja, a vida definitivamente mudou e então meu caro leitor, nada de resistir, amaldiçoar ou negar este fenômeno social e econômica em nossa sociedade.

Essa onda de “destruição criativa” deixa a área de comunicação fora daquela ordem confortável em que o emissor da mensagem não dava satisfação a ninguém. Quem manda na informação agora e dá as ordens é quem acessa smartphones e computadores, ou seja, os indivíduos comuns e não os “especialistas” na matéria. O novo relacionamento horizontal revela um receptor de mensagens que quer ser ouvido, mais que isso, quer participar do que está sendo noticiado e transmitido – quer interagir.

O novo paradigma de relacionamento ignora fronteiras geográficas e linhas do tempo. As redes sociais são portas virtuais escancaradas – para o bem e para o mal. Portanto, o resultado da interatividade põe em xeque os detentores tradicionais de informação e de opinião, como imprensa, governos nacionais e locais, partidos políticos, sindicatos, associações de classe e até a própria academia e seu saber encastelado. A nova geração digital insere uma nova pauta aos debates, de modo tal, que é imperioso reconhecer que novos ares fazem tremer a onipotência e a arrogância de alguns. Alvissaras!

Comentários

comentários