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Rodrigo Bethlem: reputação devastada pela ex-mulher ressentida, que revelou o recebimento de propina da Ong Casa Espírita Tesloo

Mulher, política e poder formam uma mistura com alto poder destrutivo. Episódios recentes comprovam esta teoria. O temido movimento black bloc, que sacudiu as ruas das capitais do país em junho do ano passado e durante os jogos da Copa do Mundo este ano teve seu núcleo desbaratado pela Polícia do Rio graças à colaboração de uma mulher com o coração despedaçado.

A militante perdeu o marido para Eliza Quadros, a Sininho. A partir daí resolveu colocar a boca no mundo e cooperou para a produção de um inquérito da Polícia Civil que rendeu 4000 mil páginas. Uma chifrada ruidosa na esquerda produziu um efeito devastador sobre o movimento, que entre outras coisas, segundo o inquérito, planejava atos violentos durante dos jogos da Copa.

Na mesma semana que o mundo dos black bloc desmoronou, a casa caiu sobre a cabeça do deputado e ex-secretário de Desenvolvimento da prefeitura do Rio, Rodrigo Bethlem (PMDB). Sua ex-esposa, o ex-deputado Vanessa Felippe (PSL) produziu em vídeo caseiro em que obtém confissões de Bethlem sobre recebimento de propina no período em que estava à frente da secretaria. Ele ficou por lá até abril deste ano e se desincompatibilizou do cargo para disputar a reeleição. A essa altura do campeonato a ex-mulher provocou um estrago.

Vanessa foi deputada pelo PSDB. Chegou ao congresso como a deputada mais jovem e chamava a atenção pela beleza, que pelas imagens nas quais a ex-deputada aparece agora na explosão midiática, indica ter pedido férias. O prefeito Eduardo Paes anunciou que vai investigar os contratos da gestão de Bethlem, principalmente o da Ong Casa Espírita Tesloo, que pagaria R$ 100 mil de propina ao ex-secretário, segundo palavras do próprio Betlhlem.  O estrago, mesmo que termine em pizza, está feito.

Quem também não se lembra de Nicéia Pitta, a ex-primeira-dama de São Paulo, aquela que fez a capital paulista ruir sobre a cabeça do ex-marido Celso Pitta, em 2000, depois que foi trocada por outra? E o presidente do Senado, Renan Calheiros, que chegou ao fundo do poço depois que teve as intimidades com a jornalista Mônica Veloso revelada em rede nacional? Esta saiu do escândalo de alcova para estrelar na capa da Playboy.

Diz a canção de Zé Ramalho que “mulher nova, bonita e carinhosa faz o homem gemer sem sentir dor”. É provável que sim, só que depois, a mesma mulher nova bonita e carinhosa, caso esteja ressentida e raivosa, leva uma bomba atômica no peito.

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Israel é uma nação comandada por criminosos de guerra. É o que se depreende da carnificina que este país promove na Faixa de Gaza diante de um silêncio vergonhoso da comunidade internacional. São cenas tão horripilantes quanto foram as imagens obtidas nos campos de concentração durante a II Guerra Mundial.

O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu precisa, urgentemente, ser submetido a um Tribunal Penal Internacional juntamente com seus comparsas, que a pretexto de combater os atos terroristas do Hamas, comandam o terrorismo de Estado que ceifa a vida da população civil.

Em apenas 15 dias de conflito já se falava em mais de 600 vítimas, a maior parte crianças, mulheres e idosos. A contabilidade aumenta a cada instante. As vidas são resumidas a números. É uma atrocidade!

A comunidade internacional não deveria tolerar esses crimes contra humanidade em nome da vitimização que esta nação explora desde o fim da Segunda Grande Guerra. Mas o lobby financeiro da indústria assassina é grande. O holocausto, outra mácula histórica, não deveria servir de salvo conduto para se perpetrar outras atrocidades semelhantes. Mas serve, porque a mídia mundial atua como serviçal neste banquete regado a sangue.

No campo diplomático Equador e Brasil, corretamente, se posicionaram no sentido de questionar a desproporcionalidade das investidas do exército israelense. A diplomacia sanguinária rapidamente reagiu definindo o Brasil como “Anão diplomático”. Preconceito torpe! Ananismo é deficiência física. Nos guetos de Varsóvia, por exemplo, os nazistas condenavam os portadores desta deficiência às câmaras de gás. Já Israel, quanta ironia histórica, tripudia usando como mote irônico. Qualquer semelhança com os algozes do passado não é mera coincidência.

O mundo assiste a encenação de um gigante bélico com as mãos manchadas de sangue. É um Estado criminoso que constrange os próprios parceiros, a União Européia e os EUA,que aliás, não estão em condições morais de ditar normas de conduta. O silêncio nessas horas, não é aliança. É cumplicidade. Portanto, Israel não tem aliados. Tem cúmplices em escala global.

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Everardo Ferreira: denúncia ao MP de Tutela Coletiva aponta empresa que funciona na casa do secretário de Obras Jorge Fofão

A cidade de Varre-Sai, no Noroeste Fluminense, estará em festa no próximo final de semana por conta do Festival Anual do Vinho de Jabuticaba. Por lá, no entanto, nem tudo é festa. O Ministério Público de Tutela Coletiva, núcleo de Itaperuna, acaba de receber mais uma denúncia protocolada pelo vereador Sanderson Heleno de Matos Mariano envolvendo o prefeito da cidade, Everardo Ferreira (PP) e desta vez o secretário de Obras Jorge Reis da Silva, o Jorge Fofão.

O barulho diz respeito a empesa E.J. Bovi da Silva Materiais de Construção ME. Criada em janeiro de 2009, dezenove dias depois de Ferreira iniciar o primeiro ano de mandato, este empreendimento recebeu o pagamento decorrente dos seguintes empenhos na prefeitura:

619/09, 650/09, 732/09, 803/09, 804/09, 811/09, 844/09, 845/09, 889/09, 935/09, 949/09, 957/09, 958/09, 959/09, 960/09, 1031/09, 1057/09, 1043/09, 1327/09, 1440/09, 1445/09, 1591/09, 1592/09, 1682/09, 1900/09, 2376/09, 2402/09, 2403/09, 2199/09, 2527/09, 2546/09, 2749/09, 2767/09, 3210/09, 35/10, 275/10, 565/10, 569/10, 733/10, 756/10, 795/10,621/10, 645/10, 986/10, 1072/10, 1107/10, 1201/10, 1229/10, 1296/10, 1344/10, 1560/10, 1864/10, 2045/10, 2409/10, 3000/10, 3228/10, 3247/10.

Só com essas notas a empresa faturou R$ 500 mil. O grande problema, segundo denúncia do vereador, é que ela funciona na casa do secretário de Obras, na Rua Atílio Gorini, 99. O endereço consta na base de dados informada à Receita Federal. Já outra empresa que participa da concorrência, a Bovi e Reis Elétrica Ltda, está em nome do próprio secretário de Obras. A denúncia fala ainda em outra que estaria em nome do filho do secretário. Seria o primeiro caso de concorrência pública entre família.

Se tudo é verdade, a lambança é ampla, geral e irrestrita. A denúncia aponta que as empresas têm todas as características daqueles fantasmas que costumam assolar a administração pública para amealhar dinheiro do contribuinte.

 

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RIVERTON MUSSI: Câmara não enviou relatório da aprovação das contas ao TCE

O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro deve reduzir a quantidade de candidatos com registros impugnados para a eleição deste ano, por conta da listagem enviada à Corte pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE).

Tem casos de ex-prefeitos que tiveram contas aprovadas pelos legislativos municipais, mas ainda assim constaram na lista negra do TCE. Tudo porque as Câmaras de Vereadores não enviaram o relatório dentro do prazo estipulado. Com isso, o TCE organizou sua listagem apenas com base em pareceres técnicos de seus auditores.

Um dos candidatos penalizados pela letargia legislativa e que deve sair da lista negra é o ex-prefeito de Macaé Riverton Mussi (PMDB), que disputa um mandato na Alerj. Riverton inicia oficialmente sua campanha no próximo dia 2, quando a cidade festeja 201 anos.

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*Por Eduardo Galeano

eduardo galeanoPara justificar-se, o terrorismo de Estado fabrica terroristas: semeia ódio e colhe álibis. Tudo indica que esta carnificina de Gaza, que segundo os seus autores quer acabar com os terroristas, conseguirá multiplicá-los.

Desde 1948, os palestinianos vivem condenados à humilhação perpétua. Não podem nem sequer respirar sem autorização. Têm perdido a sua pátria, as suas terras, a sua água, a sua liberdade, tudo. Nem sequer têm direito a eleger os seus governantes. Quando votam em quem não devem votar, são castigados. Gaza está a ser castigada. Converteu-se numa ratoeira sem saída, desde que o Hamas ganhou legitimamente as eleições em 2006. Algo parecido ocorreu em 1932, quando o Partido Comunista triunfou nas eleições de El Salvador.

Banhados em sangue, os habitantes de El Salvador expiaram a sua má conduta e desde então viveram submetidos a ditaduras militares. A democracia é um luxo que nem todos merecem. São filhos da impotência os rockets caseiros que os militantes do Hamas, encurralados em Gaza, disparam com desleixada pontaria sobre as terras que tinham sido palestinianas e que a ocupação israelita usurpou. E o desespero, à orla da loucura suicida, é a mãe das ameaças que negam o direito à existência de Israel, gritos sem nenhuma eficácia, enquanto a muito eficaz guerra de extermínio está a negar, desde há muitos anos, o direito à existência da Palestiniana. Já pouca Palestiniana resta. Pouco a pouco, Israel está a apagá-la do mapa.

Os colonos invadem, e, depois deles, os soldados vão corrigindo a fronteira. As balas sacralizam o despojo, em legítima defesa. Não há guerra agressiva que não diga ser guerra defensiva. Hitler invadiu a Polónia para evitar que a Polónia invadisse a Alemanha. Bush invadiu o Iraque para evitar que o Iraque invadisse o mundo. Em cada uma das suas guerras defensivas, Israel engoliu outro pedaço da Palestina, e os almoços continuam. O repasto justifica-se pelos títulos de propriedade que a Bíblia outorgou, pelos dois mil anos de perseguição que o povo judeu sofreu, e pelo pânico que geram os palestinianos à espreita. Israel é o país que jamais cumpre as recomendações nem as resoluções das Nações Unidas, o que nunca acata as sentenças dos tribunais internacionais, o que escarnece das leis internacionais, e é também o único país que tem legalizado a tortura de prisioneiros. Quem lhe presenteou o direito de negar todos os direitos? De onde vem a impunidade com que Israel está a executar a matança em Gaza? O governo espanhol não pôde bombardear impunemente o País Basco para acabar com a ETA, nem o governo britânico pôde arrasar a Irlanda para liquidar o IRA. Talvez a tragédia do Holocausto implique uma apólice de eterna impunidade? Ou essa luz verde vem da potência ‘manda chuva’ que tem em Israel o mais incondicional dos seus vassalos? O exército israelita, o mais moderno e sofisticado do mundo, sabe quem mata. Não mata por erro. Mata por horror. As vítimas civis chamam-se danos colaterais, segundo o dicionário de outras guerras imperiais.

Em Gaza, de cada dez danos colaterais, três são meninos. E somam milhares os mutilados, vítimas da tecnologia do esquartejamento humano, que a indústria militar está a ensaiar com êxito nesta operação de limpeza étnica. E como sempre, sempre o mesmo: em Gaza, cem a um. Por cada cem palestinianos mortos, um israelita. Gente perigosa, adverte o outro bombardeamento, a cargo dos meios massivos de manipulação, que nos convidam a achar que uma vida israelita vale tanto como cem vidas palestinianas. E esses meios também nos convidam a achar que são humanitárias as duzentas bombas atómicas de Israel, e que uma potência nuclear chamada Irã foi a que aniquilou Hiroshima e Nagasaki.

A chamada comunidade internacional, existe? É algo mais que um clube de mercadores, banqueiros e guerreiros? É algo mais que o nome artístico que os Estados Unidos assumem quando fazem teatro? Ante a tragédia de Gaza, a hipocrisia mundial destaca-se uma vez mais. Como sempre, a indiferença, os discursos vazios, as declarações ocas, as declamações altissonantes, as posturas ambíguas, rendem tributo à sagrada impunidade. Ante a tragédia de Gaza, os países árabes lavam as mãos. Como sempre. E como sempre, os países europeus esfregam as mãos.

A velha Europa, tão capaz de beleza e de perversidade, derrama uma ou outra lágrima enquanto secretamente celebra esta jogada de mestre. Porque a caça aos judeus foi sempre um costume europeu, mas desde há meio século essa dívida histórica está a ser cobrada aos palestinianos, que também são semitas e que nunca foram, nem são, antissemitas. Eles estão a pagar, em sangue, na pele, uma conta alheia.

(Este artigo é dedicado aos meus amigos judeus assassinados pelas ditaduras latino americanas que Israel assessorou)

*Publicado no esquerdanet

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A democracia aos olhos da justiça brasileira está virando um bicho esquisito. Movimentos sociais estão sendo indistintamente criminalizados e manifestações públicas pintadas como atos terroristas.

Para a onda de prisões que estão ocorrendo no país por conta dos protestos durante a Copa do Mundo só existe paralelo nos períodos ditatoriais, porque a repressão e judicialização desses atos atinge a espinha dorsal do direito a livre manifestação, pilar básico de qualquer sociedade que se pauta pelos princípios democráticos.

Esse bicho esquisito começou devorando jornalistas. Profissionais de comunicação, assim como empresas do ramo, continuam sendo punidos com indenizações pesadíssimas em função de reportagens que alguns magistrados julgam provocar danos morais. Isso permite uma leitura: neste país corrupção é arte e opinião é crime.

Algumas instituições tentam conter o monstro. Nesta terça-feira, dia 22, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e organizações sociais estão realizando um ato em defesa do Estado Democrático de Direito e contra a prisão de ativistas no Rio de Janeiro.

A Justiça carioca determinou a prisão de 23 pessoas por participação em atos que considerados violentos, com base em investigação da Operação FireWall, da Polícia Civil.

O ato dará origem a um manifesto que será entregue a autoridades no Brasil e a entidades de defesa de direitos humanos como a Organização das Nações Unidas (ONU) e a Organização dos Estados Americanos (OEA).

Advogados, ativistas, intelectuais, parlamentares, magistrados, jornalistas e parentes de presos políticos do regime militar e daqueles que estão presos participam do protesto, na sede da OAB no Rio, no centro da cidade.

O vice-presidente da OAB no Rio de Janeiro, Ronaldo Cramer, destaca uma série de direitos violados no curso do processo contra os ativistas. Em especial, em relação à defesa. “São advogados com dificuldade de acesso aos autos, de falar com magistrados, de saber quais são as provas contra seus clientes”, destacou.

Advogado de ativistas indiciados, dos quais três permanecem presos, Marino D’Icarahy voltou a denunciar que não teve acesso aos autos. “Estou com colegas no fórum há dias e não consegui fazer cópias do processo para analisar as provas contra cada um”, informou.

A presidente da Comissão Estadual da Verdade, Nadine Borges, critica o vazamento de informações do processo para a imprensa.

“O desembargo Siro Darlan [que concedeu habeas corpus aos ativistas na sexta-feira] não teve acesso aos autos e concedeu o habeas corpus – direito fundamental que só ditadura negou. Poucas horas depois o Ministério Público [Estadual] denuncia as mesmas pessoas e a Justiça concede ordem de prisão. Ao mesmo tempo a imprensa divulgou tudo, nome e dados dos acusados, informações que nenhum advogado, juiz e desembargado teve acesso.”

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*Ranulfo Vidigal

*Do Portal VIU ONLINE

Sem a menor pretensão de esgotar o assunto, face à complexidade de suas variáveis tentarei, neste breve ensaio, discutir o futuro da sociedade fluminense – unidade da federação responsável pela terceira maior renda per capita de nosso país.

Diante do poderio real do Estado que responde por 11% do PIB nacional e mais de 2/3 da produção de petróleo e gás de nosso país e da magnitude de um orçamento anual de quase 80 bilhões de reais, o próximo governador mantendo parcerias estratégicas no campo político, empresarial e social deve reunir plenas condições de enfrentar os desafios relacionados às questões que afligem o cotidiano de cariocas e fluminenses.

Do Rio capital federal que foi até meados do século passado herdou-se a vocação para discutir os grandes problemas da nação e, de certo modo, negligenciar o debate crucial das questões locais. O papel do Rio na política nacional revelou impressionante declínio entre o final da década de 1960 e o começo do atual século, em paralelo, com a fuga de empresas e o esvaziamento econômico, cujo auge se deu nos anos 1990. No contexto de nosso presidencialismo de coalizão, somente muito recentemente o Estado alcançou nível de nomeações ministeriais, similar aos tempos áureos.

A cidade maravilhosa, que tão bem recebeu um grande contingente de turistas na Copa do Mundo recentemente, ainda carece de um sistema público de transportes mais eficientes, uma telefonia melhor, ou um adequado saneamento das lagoas. Contudo, conta em seu território com grandes institutos de pesquisa, mão de obra qualificada, serviços de engenharia de primeira linha, uma indústria imobiliária dinâmica e oferta de cultura, lazer e esportes de boa qualidade.

Na dinâmica Região do Médio Paraíba, a indústria automobilística cresce gerando mais renda, tributos e empregos. Se por um lado, o setor de transformação industrial perdeu espaço na arquitetura econômica da economia fluminense, o setor petrolífero, que paga bons salários, evoluiu e vai se expandir bem mais com a prospecção de óleo e gás, na camada pré-sal. Trata-se de uma chance única para adensar a cadeia produtiva, através do fortalecimento de setores como bens de capital, eletrônica e estaleiros.

Vale lembrar que a redução da produtividade dos reservatórios da Bacia de Campos pode representar, em futuro próximo, forte redução dos recursos indenizatórios, cuja importância não é desprezível, tanto para as finanças estaduais, quanto dos municípios limítrofes à exploração das jazidas. Nesse contexto, o norte fluminense, além do óleo e do gás luta para reerguer sua indústria de açúcar e etanol, ao buscar superar o atraso relativo na produtividade agrícola, em relação ao Estado de São Paulo.

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Diretores das Escolas do Município de Carapebus, no Norte Fluminense, já estão sendo ouvidos pelo Ministério Público Federal no inquérito que apura indícios de irregularidades na compra de merenda escolar, combustível e aluguel de carros para a secretaria de educação.

Quem viu garante que os elementos de convicção têm tudo e mais um pouco para produzir aquelas operações espetaculosas que fazem alguns gestores públicos tremerem de medo.

Aliás, desde que a Policia Federal desencadeou a Operação Ave de Fogo em Conceição de Macabu, que fica do outro lado da pista, alguns prefeitos da região passaram a sofrer de insônia. Esta operação que desvendou supostos desvios de recursos da saúde e educação ainda rende filhotes. O inquérito foi desmembrado. Uma parte seguiu para o Supremo Tribunal Federal (STF) devido às investigações terem identificado às digitais de um parlamentar.

Já em Carapebus, o prefeito Amaro Fernandes (PRB) anda inquieto e nos últimos dias cessou o cafezinho da tarde. Era uma espécie de hora sagrada, quando não abria mão do líquido preto com (palavras dele) “pão quentinho, pisunto e manthega”.

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*Por Carlos Chagas

A reforma social está sendo solenemente ignorada pelos candidatos presidenciais, começando pela presidente Dilma. Não adianta alegar que todos apoiam e prometem ampliar o bolsa-família, o “minha casa, minha vida” e demais programas assistencialistas estabelecidos nos governos do PT e até anteriores. É claro que para os beneficiados esses programas constituem uma bênção, mas não passam de esmola. Do que se fala em termos de reforma social ignorada é daquilo a que todo ser humano tem direito e vem sendo negado à imensa maioria: salário mínimo justo, participação dos empregados no lucro e na gestão das empresas, estabilidade no emprego, aposentadorias capazes de permitir a todos os aposentados viver com dignidade, entre outros.

O salário mínimo é um deboche, apesar de pago a mais de 80 milhões de brasileiros. Pela Constituição, deveria bastar para o trabalhador e sua família enfrentarem despesas com habitação, alimentação, vestuário, saúde, educação, transporte e até lazer. Vá um dos candidatos presidenciais viver um mês que seja com essa miséria.

A participação dos empregados no lucro das empresas constitui, na teoria, um dos pilares da justiça social. Mas assusta muita gente. A consequência é que nem os dirigentes sindicais admitem discuti-la, quanto mais promovê-la. Serviria para elevar o padrão de vida do trabalhador.

Iguais resultados adviriam da cogestão, iniciativa acima de tudo benéfica para as empresas, pois engajaria o empregado nos mesmos objetivos do empresário. Afinal, quem, senão o trabalhador, conhece melhor os problemas com os quais convive todos os dias?

ESTABILIDADE

Da década de trinta até 1964 prevaleceu a estabilidade no emprego. Depois de um período de dez anos na mesma empresa, demonstração de ser um empregado eficiente e correto, o cidadão só era mandado embora por justa causa, ou seja, por falta grave. Nenhum empresário faliu por conta desse direito. Hoje, demite-se sem quaisquer restrições, até pelo mau funcionamento do fígado do patrão. Não se faz caso das necessidades do empregado.

Quanto às aposentadorias, vêm sendo gradativamente niveladas por baixo, graças ao fator previdenciário, iniciativa do governo Fernando Henrique. Em poucos anos a totalidade dos aposentados estará recebendo apenas o salário mínimo, cujo valor já referimos acima.

Em suma, os candidatos estão devendo, no item das reformas sociais. Preferem omitir as reivindicações imprescindíveis ao funcionamento de uma sociedade justa.

*Tribuna da Internet 

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Na primeira pesquisa realizada pelo Instituto Datafolha após a homologação das candidaturas ao governo do Rio, o deputado Anthony Garotinho (PR) e o senador Marcelo Crivella (PRB) aparecem empatados em primeiro lugar com 24% das intenções de votos. As informações foram divulgadas no site da Folha de São Paulo.

Em segundo lugar, também tecnicamente empatados,  aparecem o governador Luiz Fernando Pezão com 14% e o Lindbergh Farias (PT), com 12%. A margem de erro, segundo o Datafolha, é de três pontos percentuais para mais ou para menos.

Tarcísio Motta (PSOL) e Dayse Oliveira (PSTU) tiveram, respectivamente, 2% e 1%, enquanto que Ney Nunes do PCB não foi citado. Um percentual de 16% afirmou que votarão em branco anularão voto e 7% não souberam responder.

Garotinho lidera nas cidades do interior do Estado. Nos municípios com até 200 mil habitantes, ele aparece com 31% das intenções de votos e Marcelo Crivella com 16%. Já na capital Crivella tem 26% e Garotinho 16%. Crivella também se destaca entre eleitores com renda de até dois salários mínimos com 28%, assim como capitaliza as intenções de votos entre os eleitores que rejeitam o governo Pezão. Nesta fatia ele tem 27% das intenções de votos. Na pesquisa espontânea, onde os entrevistadores não apresentam os nomes dos candidatos, o índice de indecisos chega a 61%.

Segundo o Datafolha, a pesquisa foi realizada entre os dias 15 e 16 de julho com 1.317 eleitores em 31 cidades do Estado. O trabalho foi encomendado pela TV Globo e Folha de São Paulo. A pesquisa foi realizada no TSE sob o protocolo 00009/2014.

*Redação Jornal VIU!